segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Trechos do artigo sobre a Pressa
(Padre Júlio Murano)
"(...) Desapareceu a capacidade de esperar. Tudo tem que acontecer na hora ou antes da hora. Até a natureza é pressionada a ter pressa... Tudo precisa ser rápido. Até o parto é antecipado. A criança precisa entrar depressa no mundo apressado.

Aqui em Brasilia ouço muitos comentários sobre as trinta e sete semanas de gravidez. Foram engolidas três semanas de gestação. E ele continua: pressa e velocidade são comparadas à chuva torrencial e às ventanias. Transtornam a natureza, abrem precipicios, destroem vidas. A pressa gera ansiedade, desassossego, desconforto, depressão, stress, nervosismo, pressão alta, enfarto e suicidio pois nem mesmo a morte pode esperar.
O sossego aumenta a eficiência, elimina dispersões. Em vários países do mundo busca-se um rítmo de vida mais lento. Em Roma, os restaurantes, uma vez lotados dispensam os clientes que chegam. Os fregueses vão ao restaurante para comer e estar juntos, conviver, estreitar laços, fortalecer amizades, desintoxicar-se de pressões. A lentidão corrige a doença e o mal estar da pressa. "
Como estamos nós agindo no ciclo grávido puerperal? Estaremos realmente respeitando o rítmo da natureza?
(Enviado a lista de discução da ReHuNa por: Marília Larguna)

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